Falando da Vida

Um blog de reflexões sobre a vida. Espaço de temas sociais e humanos.

 

palhaça

Outro dia Nina se afundou na mágoa só com simples torradas quebradas. Foi lindo, poético, e meio patético! Uma tristeza que de fato veio do fundo do seu coração. E ainda vez por outra está presente. O caminho da superação é cheio de indas e vindas.

Por outro lado, andou refletindo sobre os sentimentos do seu coração. E percebeu, que ironia, que ela só pode ser MUITO TOLA no amor!

“Você foi um grande teste para eu perceber como sou tola no amor”, pensou.

Mas em vez de se autocriticar ela quer, só por hoje, tentar manter o bom humor e olhar para toda a situação por um outro ângulo. Rir. Ela é capaz de coisas engraçadas também. E se pega pensando:

“Ele é totalmente diferente de mim. Eu amo poemas, ele números. Eu sou hiper comunicativa, ele super fechado. Etc, etc. Tava na cara que não dava né? Mas aí a mulher arrebatadora na paixão que existe escondida em mim imagina algo de outro planeta e se joga pro universo. Ai ai, vai até o alto e depois…o universo devolve pro chão, rs! Afinal, o que você estava buscando (me)nina?” Ela se pergunta e ao mesmo tempo responde.

“Sei lá! Só sei que vi naquelas músicas e naquela conversa sedutora algo assim, meio irresistível. Era como se ele dissesse exatamente o que eu desejava ouvir. Aí pronto, deu nisso!”

Quando ela pensava na situação, por coincidência tocou uma música do querido Jhonny Hooker. Mais uma vez ele! O mestre do rancor. Mas que poeta! Nina não concorda muito com todo aquele excesso, mas ao mesmo tempo, AMA. E Hooker cantou bem dentro do ouvido dela, que estava de fone: “Acha que a sua indiferença vai acabar comigo. Eu sobrevivo. Eu sobrevivo. Você não presta. Ninguém é seu amigo. A solidão vai ser o seu castigo. ALMA SEBOSA”.

E depois veio Chega de Lágrimas, e o coração de Nina virou mesmo um carnaval. Mas diferente do álbum de Hooker, ela não quer fazer macumba para amarrar essa pessoa não. Para ele ter alguma chance, só se fizesse algo bem firme, como Fernando no livro Senhora, de José de Alencar. Mas nah, isso não vai acontecer. Ele é muito “centrado” (ou escroto mesmo). Esquece isso (me)nina.

E ouvindo essas e outras canções ela pensa: “Sou tão maravilhosa. Otário é quem não me quer”. E dá um risinho de lado. E vai rindo mais e mais, e gargalha. E lembra de Marcelo Jeneci, de quem também gosta: “felicidade é só questão de ser”.

“Quero encarar isso tudo que vivi como uma piada meu Deus!”

 

Obs: Esse texto é a primeira continuação de Torradas Quebradas. A próxima será postada em breve, e vai ter uma homenagem ao Queen, por influência de um amigo de Nina. Acompanhem!

 

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